Ao optar por Relações Públicas, o futuro profissional defronta com uma série de áreas em que poderá atuar e muitas vezes é exercendo a profissão que escolhe a melhor delas para si. Renata Mesquita, Relações Públicas formada na Cásper Líbero, conta sobre sua trajetória na profissão e suas experiências nas diversas áreas em que atuou.
ESCOLHA DA PROFISSÃO E INGRESSO NA UNIVERSIDADE
“Entrei no curso de Relações Públicas da Cásper Líbero em 2002 e se hoje muita gente desconhece a profissão, naquela época era um pouco pior. Eu mesma cheguei ao curso por acidente, conversando com a mãe de um amigo de escola e acabei me apaixonando. Quando comecei a faculdade, já tinha uma ideia inicial de trabalhar com o mercado cultural, mas achei importante passar por diversas experiências, considerando inclusive as muitas possibilidades da profissão.”
CARREIRA DURANTE A UNIVERSIDADE
“Fiz estágio voluntário, focado em comunicação interna, assessoria de imprensa e relacionamento com parceiros na Fundação Gol de Letra. Trabalhei como monitora na própria Cásper Líbero, em um posto que mesclava funções administrativas, pesquisas e produção de textos e comunicação interna. Na Editora Abril tive a oportunidade de participar de uma equipe estratégica que pensava o relacionamento das equipes de funcionários, utilizando ferramentas de recursos humanos e relações públicas. Participei da organização de diversos eventos acadêmicos, dentro e fora da universidade, vivenciando o processo de produção, cerimonial e atendimento ao público."
CARREIRA PÓS-UNIVERSIDADE
“Quando já estava no último ano, voltei minha energia para a área de atuação que me motivou a entrar no curso, a cultura. E sigo nesse mercado já há mais de 10 anos. É um segmento da economia ainda muito carente de estrutura profissional e as funções muitas vezes se misturam, tornando inevitável o acumulo de vários processos em uma mesma pessoa. E o profissional de Relações Públicas, por ter em sua formação um mix complexo de conhecimentos e habilidades, pode encontrar um campo fértil de atuação. Ao longo desses anos, já atuei em diversas empresas e instituições, inclusive como autônoma e em cada uma delas precisei dar ênfase em habilidades diferenciadas. Na Cisne Negro Cia. de Dança era responsável pela produção, agenda de espetáculos assessoria de imprensa e relacionamento com patrocinadores, além da comunicação interna e produção de conteúdo para marketing. Participei de alguns jobs, como cerimonialista, receptivo e atendimento. No Teatro Alfa, em São Paulo, fui responsável pela área de comunicação e posteriormente assumi as relações institucionais com parceiros e patrocinadores.”
ESPECIALIZAÇÃO
“No período em que trabalhei no Teatro Alfa, cursei a pós-graduação em Gestão Cultural da FGV. Aprofundei-me então na captação de recursos e na gestão de relacionamento com parceiros e patrocinadores, função que exerci em uma consultoria de projetos incentivados, na equipe do Festival de Internacional Inverno de Campos de Jordão e na Fundação OSESP (Oquestra Sinfônica do Estado de São Paulo). Como autônoma, prestei consultoria para projetos de patrimônio, cultura e educação em São Paulo, Bragança Paulista e São José dos Campos.”
ATUALMENTE
“Desde 2013 faço parte da equipe de programação do Sesc, especificamente na unidade de Taubaté. Sendo uma instituição privada, criada com o objetivo de atendimento ao público, nosso exercício diário é pensar o funcionamento da unidade e sua programação tendo o nosso público estratégico como foco prioritário. Acredito que a minha trajetória profissional, um tanto incomum desde que me afastei da comunicação corporativa propriamente dita, é um exemplo concreto de quão complexa e completa é a profissão e de quão amplas são as possibilidades de atuação de um relações públicas. Acredito ainda que o estágio é um processo fundamental para que o estudante se aproxime das diferentes possibilidades e oportunidades e possa optar de forma mais consciente por qual caminho seguir.”
Gabriela Nunes Couto - 1º semestre de Relações Públicas 2017

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